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Escolhas erradas

Max · 23 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Sempre fui viciado em sexo. Desde pequeno, fui estimulado a me envolver sexualmente por uma mulher que cuidava de mim e dos meus irmãos.

Com o passar do tempo, fui crescendo rodeado de mulheres e, durante a adolescência, sempre tive a necessidade de estar com várias mulheres. Eu acreditava que isso era o que me fazia feliz e, de certa forma, preenchia um vazio que eu nem sabia explicar.

Mas, com a idade e a experiência de vida, fui percebendo que o que realmente importa não é ter várias mulheres, e sim encontrar uma única pessoa que esteja disposta a crescer ao meu lado, construir uma vida comigo e permanecer nos momentos bons e ruins.

Ao longo desses 50 anos de vida, fiz muitas mulheres sofrerem por causa das minhas mentiras e traições. E hoje, o resultado de muitas das minhas escolhas é a solidão.

Durante muito tempo, tive medo de ficar sozinho. Sempre me senti incapaz de acreditar que poderia fazer uma mulher feliz sem traição, sem mentiras e sem esconder nada. Eu achava que seria impossível viver uma relação transparente, sem preocupações com o celular ou com qualquer outra coisa que pudesse trazer insegurança para a minha companheira.

Mas hoje percebo o quanto fui imaturo e o quanto agi de maneira boba ao deixar partir o grande amor da minha vida.

Uma mulher que esteve ao meu lado e sempre esteve disposta a me ajudar a me tornar um homem de verdade: um homem de caráter, responsável e preparado para ser um verdadeiro pai de família.

Mas a vida é assim. Muitas vezes, só damos valor quando perdemos.

E hoje, vivendo sozinho, percebi que minha verdadeira necessidade nunca foi ter várias mulheres. O que eu realmente queria era ter uma única mulher com quem pudesse compartilhar o restante da vida que me resta. Uma mulher que me amasse de verdade e ao lado de quem eu pudesse construir uma história baseada em amor, respeito, confiança e companheirismo.

A solidão nos ensina a enxergar aquilo que, quando estamos acompanhados, muitas vezes não conseguimos perceber. Ela nos obriga a olhar para dentro e reconhecer nossos próprios erros.

Talvez esse seja um dos motivos pelos quais continuo vivendo sozinho. Os tempos mudaram, eu também mudei, e encontrar novamente uma mulher como aquela que perdi tem sido muito difícil.

Hoje, prefiro estar sozinho a estar mal acompanhado.

Não porque eu tenha desistido do amor, mas porque finalmente entendi que estar com alguém não significa simplesmente não estar sozinho.

Significa encontrar alguém que valha a pena, e também se tornar alguém que mereça permanecer ao lado dela.